A Conferência "Oportunidades de negócio e investimento em Moçambique e Cabo Verde" decorreu no passado dia 4 de Junho e contou com a presença de 80 participantes, revelando-se do maior interesse para os presentes que puderam receber informação e testemunhos de casos de sucesso de empresários portugueses nos mercados.
A sessão contou com intervenções dos seguintes oradores:
• Dr. Miguel N’ Kaima, Embaixador de Moçambique em Portugal
• Dr. Arnaldo Andrade Ramos, Embaixador de Cabo Verde em Portugal
• Eng. José Manuel Vital Morgado, Administrador da AICEP Portugal Global
• Dra. Ana Teresa Sá, Directora-adjunta do Millennium bcp
• Dra. Vânia Moreira, Sal & Caldeira Advogados e Consultores, Lda
• Dra. Sofia Coelho Pereira, Miranda Correia Amendoeira & Associados
• Dr. Carlos Marques, Senior Partner da Quidgest
• Dr. Alexandre Abade, Administrador da Oásis Atlântico
• Dr. João Navega, Presidente da Câmara de Comércio Portugal – Moçambique
• Dr. João Chantre, Presidente da Câmara de Comércio Portugal - Cabo Verde
Moçambique
Moçambique continua a cumprir os principais objectivos macroeconómicos definidos no seu plano de desenvolvimento de médio prazo, que assentam na manutenção da estabilidade económica, num contexto de maior afluxo de ajuda externa e de apoio às reformas estruturais, e na redução da pobreza (Plano de Acção para Redução da Pobreza Absoluta - PARPA II).
Ao longo dos últimos anos, a economia moçambicana tem revelado uma pujança digna de realce, com a manutenção de elevados índices de crescimento económico (taxa média anual de 8% entre 2000 e 2006), a pesar das dificuldades impostas por condicionantes externas, como a subida do preço do petróleo e dos produtos alimentares ou as repercussões das condições climáticas extremas que assolaram o pais.
Moçambique não esta imune aos afeitos da crise económica e financeira mundial, prevendo-se que o declínio das exportações e dos fluxos de capitais privados conduzam a um abrandamento do crescimento económico para valores próximos dos 5% em 2009, segundo as projecções da Economist Intelligence Unit (EIU), devendo registar-se uma recuperação em 2010, apoiada pelo crescimento do sector agrícola, ajuda financeira internacional (que representa 12% do PIB) e investimento estrangeiro. Por outro lado, a descida dos preços nos mercados internacionais dos combustíveis e produtos alimentares ajudará a controlar a inflação que deverá situar-se em 6,6% em 2009, prevendo-se um agravamento no ano seguinte (8,9%).
O governo parece empenhado em prosseguir políticas fiscais e monetárias prudentes, apontando o programa fiscal de 2009 para o pagamento da dívida interna em montante equivalente a 0,1% do produto interno bruto (PIB), abrindo espaço para a expansão do crédito ao sector privado, ao abrigo de uma política monetária apropriada.
A política de reformas estruturais deverá continuar, com especial ênfase no sistema tributário e na gestão financeira pública, na dinamização do sector privado, na gestão dos recursos naturais do país e administração pública. Pretende-se, assim, criar um ambiente de negócios que permita atrair mais investimentos internos e externos.
Aceda a mais informações nos documentos elaborados pela Aicep Portugal Global:
Moçambique - Ficha de Mercado
Moçambique - Condicões Legais de Acesso ao Mercado
Moçambique - Sites Seleccionados
Cabo Verde
Cabo Verde, com cerca de 500 mil habitantes, dispersos pelas 9 ilhas habitadas do arquipélago, tem-se caracterizado pela estabilidade política e social que se conjuga com um bom ambiente de negócios.
Nos últimos cinco anos, com uma taxa de crescimento entre os 6-9%, passou a integrar o Grupo de Países de Desenvolvimento Médio, segundo o Banco Mundial.
Em Cabo Verde, o PIB por habitante, de mais de 2.500 euros, representa já o dobro da média do Continente Africano. Em termos comparativos com outros PALOP's, Cabo Verde lidera com o maior PIB habitante e só Angola se aproxima.
Tendo em conta a ausência de recursos naturais relevantes, estes dados atestam as opções consistentes das autoridades cabo-verdianas, aplicadas segundo critérios de boa governação, reconhecidos internacionalmente.
Cabo Verde, apesar da pequena dimensão da sua economia, é um parceiro importante de Portugal em termos comerciais, sendo assim o segundo maior mercado PALOP em 2008, logo a seguir a Angola, com 259 milhões de euros de exportações de bens, muito diversificados: maquinas/equipamentos, material de transporte, mat. de construção, bens de consumo, agroalimentares, e 83 milhões de serviços.
As exportações nacionais para Cabo Verde cresceram a 2 dígitos nos últimos anos e apesar da forte concorrência de outros países, nomeadamente da Espanha, Portugal continua a ser o mais importante fornecedor com uma quota que tem variado entre 45 e 50% do mercado.
Quanto ao investimento, os 250 milhões de euros investidos por Portugal naquele território colocam Cabo Verde num lugar cimeiro como destino do nosso IDPE.
Cabo Verde é um pequeno mas interessante mercado para as empresas portuguesas pela boa aceitação e imagem de que aí gozam os produtos e serviços nacionais.
Mas Cabo Verde perfila-se cada vez mais como um mercado em que sectores como Turismo, energias, ambiente, água, constituem factores de sustentabilidade para o seu desenvolvimento potenciando assim novas oportunidades e mesmo parcerias, via nomeadamente, formação, com qualificação da sua mão de obra, a criação de emprego e uma redução da taxa de desemprego.
Para além dos sectores já referidos, projectos de infra-estruturas e equipamentos colectivos, transportes terrestres e marítimos e pescas são outras oportunidades com financiamentos internacionais e sujeitos, em geral, a concursos públicos.
Relevante ainda é o programa de privatizações que inclui nomeadamente, a Cabenave(estaleiros navais), a Emprofac (importação/distribuição de produtos farmacêuticos), os TACV (transportes aéreos) e a Enapor (gestão dos portos).
Aceda a mais informações nos documentos elaborados pela Aicep Portugal Global:
Cabo Verde - Ficha de Mercado
Cabo Verde - Condicões Legais de Acesso ao Mercado
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